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Metabolismo específico é descoberto

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A Malária é uma doença infecciosa, potencialmente grave, causada por parasitas (protozoários do gênero Plasmodium), transmitidos através da picada de mosquitos (Anopheles). O perigo é que cerca de 40% da população mundial vive em áreas com risco de transmissão da doença, resultando em cerca de 300 milhões de pessoas infectadas no mundo a cada ano. A transmissão ocorre em países da América Central, América do Sul, América do Norte (México), África, na zona do Saara, da Índia, do Sudeste da Ásia, do Oriente Médio, e da Oceania.

Todavia, é nos países africanos que ocorrem mais de 90% dos casos, seguidos de determinadas regiões do Brasil. A situação da malária parece piorar drasticamente dia após dia, e as soluções imediatas não parecem existir. Seu risco depende da zona de habitação ou de turismo, pois há locais mais propensos que outros ao seu contágio. Pelo fato de não existir possibilidades totalmente eficazes de prevenção e tratamento da enfermidade, é necessário ser o mais prudente possível.
 
Na Alemanha, o Instituto de Medicina Tropical Bernhard Nocht (BNI) recebeu da cidade de Hamburgo fundos de 400 mil euros para o desenvolvimento de um novo medicamento contra a malária. Em cooperação com a Screening Port European (parceiro público-privado para triagem molecular), o objetivo é promover avanços cruciais no combate a esta enfermidade.

O pesquisador Carsten Wrenger e sua equipe descobriram um caminho metabólico essencial em parasitas da malária, que não está presente em seres humanos e, portanto, pode se tratar de um excelente alvo de novas drogas. Os inibidores específicos desta via estão sendo agora procurados pelos cientistas através de triagens de alto rendimento.

Muitos projetos nesta linha de pesquisa ficam inconcluídos. No entanto, com o apoio da Screening Port European, o BNI pode contar com um parceiro que oferece uma tecnologia essencial para a elaboração de medicamentos inovadores com base em seus resultados. A situação é particularmente urgente, no caso da malária. A cada 30 segundos uma criança morre de infecção, o que gera uma grande preocupação nos especialistas. Outro agravante é que resultados iniciais do estudo indicam que os parasitas poderiam estar desenvolvendo resistência aos mais novos medicamentos anti-malária.

Com o suporte de um parceiro em transferência de tecnologia, elaborou-se em conjunto um projeto piloto onde 2.500 compostos foram inicialmente triados, indicando abordagens terapêuticas promissoras. A possibilidade de afetar o crescimento do parasita, através da adição de determinados agentes ativos, diversifica e motiva o trabalho dos pesquisadores. Projetos como este colocam Hamburgo como uma das potências européias em ciências da vida.

Existe ainda um longo trajeto até a formulação de uma droga anti-malária utilizável, o que exige novos investimentos de grandes montantes. No entanto, a atitude financeira da cidade alemã representa um exemplo a ser mundialmente seguido, pois permite o prosseguimento da pesquisa, enquanto o suporte de grandes fundações, fundos e programas federais de financiamento não se tornam possíveis.

A malária é tipicamente uma doença do mundo subdesenvolvido. O futuro das crianças de muitas nações encontra-se portanto ameaçado. A redução de um recurso humano tão importante exige prioridade. Neste sentido, explorar a capacidade biotecnológica de transformar uma problemática é uma questão de salvar vidas.

08/01/2010
Ana Xavier Landuyt - Equipe Biotec AHG
 

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