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Maior população do mundo é mapeada

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O primeiro mapa genético histórico dos chineses Han, a maior população de origem étnica no mundo, que migrou do sul para o norte ao longo do tempo evolutivo, foi publicado por cientistas do Instituto de Genomas de Cingapura (SIG) no American Journal of Human Genetics.

Falando mais detalhadamente sobre esse grupo, os Han constituem cerca de 92% da população da República Popular da China (China continental), 98% dos povos da República da China (Taiwan), 75% dos habitantes de Cingapura e cerca de 20% da totalidade populacional humana. Há considerável diversidade genética, linguística, cultural e social entre os subgrupos do Han, devido principalmente aos milhares de anos de imigração e assimilação de várias etnias e tribos regionais na China.

Baseado em informações genômicas e considerando as variações do DNA em mais de 6.000 amostras de indivíduos, em 10 províncias da China, a construção do mapa fornece novos dados sobre a estrutura populacional e história evolutiva desse grupo. O objetivo é poder ajudar os cientistas a identificar as divergências sutis na diversidade genética de populações asiáticas.

A compreensão dessas diferenças pode auxiliar na concepção e interpretação de estudos para identificar os genes que conferem a susceptibilidade a doenças comuns, tais como o diabetes. Entender essas particularidades é também fundamental na exploração de como os genes e o ambiente interagem entre si para causar enfermidades.

Com a representação genética, os cientistas do SIG foram capazes de mostrar que os habitantes do norte da China eram geneticamente distintos daqueles que viviam no sul, uma descoberta que parece muito consistente conforme o padrão de migração dos Han chineses. O mapa genético revelou também que a divergência dos genes está intimamente correlacionada com a carta geográfica da China. Este achado sugere a persistência de co-ancestralidade local no país.

O estudo das variações amplas do genoma é uma ferramenta poderosa que pode ser usada para inferir a origem ancestral de uma pessoa e estudar os relacionamentos populacionais. Por exemplo, chineses que nasceram e desenvolveram-se em Cingapura ainda podem ser rastreados até suas raízes ancestrais na China, que ao que tudo indica encontram-se mais no norte do país. Também será possível determinar se uma pessoa anônima é um chinês, sua origem de descendência e, às vezes, até dizer de qual grupo dialético este indivíduo pode pertencer.

Mais importante, entretanto, é estabelecer uma melhor concepção dos estudos genéticos na busca de tendências para adquirir certas doenças. Por enquanto, a maior parte das pesquisas tem sido centradas em populações caucasianas, entretanto, também é relevante promover estudos das associaçôes genômicas em asiáticos.
 
Ao alertar para a necessidade de compreensão genética dos povos da Ásia, principalmente para a potência chinesa, esse projeto permite também instigar a comunidade científica e o leitor sobre a diversidade populacional no mundo, chamando a atenção consequentemente para as minorias, como os Índios no Brasil. No ponto de vista gênico, tudo e todos devem ser considerados, expondo assim a mais complexa verdade humana.
04/12/2009
 

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