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Solução ao envelhecimento é encontrada

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Uma equipe dirigida por pesquisadores da Faculdade de Medicina Albert Einstein, na Universidade de Yeshiva, Estados Unidos, acharam uma ligação nítida entre a longevidade e a presença de uma versão hiperativa da enzima reconstrutora de  telômeros. Para investigar o papel desse componente no envelhecimento, os pesquisadores analisaram os judeus Ashkenazim, uma vez que esta população tem seu perfil genético bastante fundamentado. Os resultados podem ser vistos em Proceedings of National Academy of Sciences.

Telômeros são complexos de DNA presentes nas extremidades dos cromossomos, cuja principal função é protegê-los de quaisquer danos, garantindo assim, a integridade do material genético que eles comportam. Estão associados a diferentes tipos de proteínas, sendo compostos por sequências repetidas de nucleótideos, nomeadamente 5´– TTAGGG – 3´.

Cada vez que uma célula se divide, seus telômeros se desgastam um pouco, ficando progressivamente mais curtos a cada divisão celular. Eventualmente, os telômeros se tornam tão curtos que as células param de se dividir e caem em um estado denominado de senescência celular. Como resultado, os tecidos e órgãos vitais importantes começam a falhar e posteriormente surgem os sinais clássicos de envelhecimento.

Os telômeros são uma peça do quebra-cabeça que explica por que algumas pessoas podem viver tanto tempo. Seu estudo foi concebido para responder a duas perguntas: Será que a longevidade está associada a presença de telômeros longos? E se assim for, variações nos genes que codificam a telomerase esclarecem o alongamento dessas estruturas? A resposta a ambas as perguntas foi positiva ao longo dos experimentos.

Como suspeitado pelos pesquisadores, os seres humanos de excepcional longevidade são mais capazes de manter o comprimento dos componentes teloméricos. E os cientistas acham que os idosos devem a sua longevidade, ao menos em parte, às variantes vantajosas de genes envolvidos na manutenção dos telômeros.

Mais especificamente, os especialistas descobriram que os participantes que viveram até uma idade muito avançada herdaram certos genes mutantes. Esses tornam o sistema de fabricação de telomerase extra-ativo e capaz de manter o comprimento dos telômeros mais eficazmente. As pessoas são então poupadas de enfermidades relacionadas à idade, tais como doenças cardiovasculares e diabetes, que causam mais mortes entre os idosos.

Os resultados sugerem que o comprimento dos telômeros e variantes de genes da telomerase combinam-se para ajudar as pessoas a viver uma vida muito longa, talvez, protegendo-os das doenças da velhice. O objetivo agora consiste em tentar compreender o mecanismo pelo qual estas variantes genéticas da enzima agem na manutenção do comprimento dos telômeros. Finalmente, pode ser possível desenvolver drogas que imitam a proteína telomérica presente nesses idosos.
20/11/2009
Ana Xavier Landuyt - Equipe Biotec AHG
 

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