Nova geração de biofármacos |
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A recém criada empresa de biotecnologia XL-Protein GmbH desenvolveu uma tecnologia inovadora que promete revolucionar o mercado de medicamentos conhecidos como blockbuster. A professora da Universidade Técnica de Munique (TUM), Alemanha, Arne Skerra e uma equipe de cientistas foram os criadores da empresa.A nova tecnologia conhecida como PASylation (PAS), se baseia na fusão entre um peptídio composto por três aminoácidos, prolina, alanina e serina, e a proteína terapêutica, de forma a ficarem entrelaçados. Essa cadeia de aminoácidos tem a capacidade de absorver água, o que resulta em um aumento de volume da cadeia peptídica. Esse processo consiste em uma grande vantagem dessa proteína, pois a sua meia-vida plasmática é maior, quando comparada a outros biofármacos. O aumento do volume da proteína, por meio da absorção de água, dificulta, que ela seja eliminada através da filtração renal, permanecendo por mais tempo no organismo. A maioria dos biofármacos utilizados comercialmente são pequenas moléculas protéicas que, ao passarem pelos rins, podem ser removidas da circulação sanguínea e eliminadas do organismo em pouco tempo. Para solucionar esse problema, é feita uma conjugação dessas proteínas com o polietileno glicol (PEG) para aumentar o seu tamanho e dificultar a filtração renal, prolongando assim a meia-vida plasmática. Os PEGs são polímeros de óxido de etileno com diferentes pesos moleculares e diferentes propriedades físicas, que variam de acordo com o grau de polimerização. Apesar dos bons resultados apresentados por essa classe de biofármacos, o uso da tecnologia de ligação entre uma proteína, que seja biologicamente ativa e um polímero sintético, trás algumas desvantagens para o desenvolvimento e produção dessas drogas. Elas estão relacionadas a fatores como o elevado custo dos derivados do PEG, à alta pureza química dos produtos e à necessidade de um maior número de processamentos in vitro e de etapas de purificação, para poder se conjugar com proteínas recombinantes. Todos esses fatores contribuem para encarecer o produto final e diminuir a produtividade. Sabe-se também, que a modificação nas cadeias laterais de aminoácidos, presentes ao redor do sítio bioquimicamente ativo da proteína terapêutica, pode prejudicar sua função farmacológica. Outra desvantagem do PEG é que ele pode sofrer um processo de decomposição por oxidação, e também não é biodegradável. Essa característica possibilita a ocorrência de efeitos colaterais danosos, como por exemplo, a vacuolização do epitélio renal, após o tratamento crônico. Em comparação com a tecnologia PEG, as vantagens apresentadas pela PASylation propiciarão o desenvolvimento e a produção de novos biofármacos com a maior eficiência, menor custo e maior segurança para os pacientes. Como a maioria das proteínas atualmente presentes nos medicamentos ou que estão sendo desenvolvidas em algumas empresas, podem ser produzidas pela PAS, abre-se um vasto mercado para a utilização dessa tecnologia.
24/09/2009
Arlei Maturano - Equipe Biotec AHG |
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