Controle da diferenciação celular |
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As células–tronco são células que possuem três características que as diferenciam das demais: elas são não especializadas, sem diferenciação e em certas condições fisiológias e experimentais, podem ser induzidas a tornarem–se células com funções especiais. E foi baseada nessa última característica que os pesquisadores do National Science Foundation e do National Institutes of Health, desenvolveram seus experimentos com células–tronco. Em entrevista ao Science Daily, o pesquisador do Instituto de Bioengenharia e Biociências da Geórgia, EUA, Todd McDevitt, comentou que as equipes de cientistas vêm desenvolvendo várias plataformas que permitem conduzir estudos com diferentes tipos de células-tronco para determinar se um tipo de célula-tronco supera outros tipos para certa aplicação. Vários métodos de laboratório são usados para estimular o crescimento de células – tronco em agregados conhecidos como “corpos embrióides” durante a diferenciação. Eles são corpos esféricos com grande quantidade de células em avançado estágio de diferenciação, oriundas do cultivo in vitro de células-tronco embrionárias. Para que ocorra a diferenciação a tipos celulares específicos, como músculo esquelético, cardíaco, neurônios dentre outros, eles devem ser subcultivados com fatores de crescimento e citocinas especificas por tempo determinado. Nesse estudo, foram incorporadas partículas de biomaterial diretamente dentro desses agregados durante a sua formação. Os cientistas introduziram micropartículas de gelatina, copolímero poli(L- ácido láctico-co-ácido glicólico) ou agarose, e testaram seu impacto no conjunto, comunicação intercelular e morfogênese, sobre o agregado de células–tronco sob diferentes condições, variando a razão da quantidade de microesferas por célula e o tamanho das microesferas. A partir desses experimentos, os pesquisadores descobriram que a presença de biomateriais por si só podem modular a diferenciação dos corpos embrióides, além disso, a presença dessas partículas não afetou a viabilidade celular. Quando comparado com outros métodos de fornecimento de fatores de diferenciação, o uso de micropartículas induz mudanças em genes e no padrão de expressão de proteínas dos agregados. Outra descoberta feita pelos cientistas, a partir do uso das micropartículas magnéticas nos corpos embrióides durante a sua formação, é a de que eles poderiam usar um ímã para controlar a localização espacial de uma agregado e o seu agrupamento com outros agregados. Durante os experimentos, a permanência dos ímãs dentro dos agregados não afetou negativamente a viabilidade ou a diferenciação das células. Foi demonstrado através de outros experimentos que a modulação das condições hidrodinâmicas pode direcionar a morfologia da formação dos agregados celulares e controlar a expressão de marcadores celulares de diferenciação fenotípica. Os pesquisadores acreditam que as tecnologias capazes de serem integradas em sistemas de bioprocessamento, serão a melhor escolha para a fabricação de grandes lotes de células-tronco e que futuramente, o desenvolvimento de técnicas em multi-escala que combinam diferentes níveis de controle, local e global, para regular a diferenciação de células estaminais, pode ajudar a utilizar as células-tronco em terapias clínicas viáveis.
22/06/2011
Arlei Maturano - Equipe Biotec AHG |
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