Célula certa para estudo genético |
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Um artigo publicado na edição de outubro da PLoS Genetics traz importantes descobertas feitas pela pesquisadora holandesa Alice Gerrits sobre como as variações no material genético podem influenciar na atividade dos genes e de como esse processo é dependente do tipo de célula em que ocorre.Para realizar essa pesquisa, os cientistas utilizaram um experimento de genética genômica em quatro tipos diferentes de células, que possuem uma estreita relação de desenvolvimento, as quais foram isoladas a partir de um painel BXD de diferentes linhagens de camundongos recombinantes puros. As escolhidas foram as células hematopoéticas, as tronco, as eritróides e as mielóides. Esse tipo de experimento é utilizado como uma ferramenta para o mapeamento da variação da manifestação de genes para expressar um loco controlador de uma característica quantitativa (do inglês expression quantitative trait locus, eQTL). A genética genômica reúne abordagens da genética e da expressão gênica com o intuito de estudar a base genética da expressão dos genes. A importância da compreensão desses processos e, consequentemente, da regulação biológica se deve ao fato de que muitos acreditarem que a contribuição genética, para a diversidade de fenótipos, tem a mesma probabilidade de se originar das variações das quantidades de proteínas do que a partir de alterações funcionais. Com essas análises, foi possível aos pesquisadores analisar o vigor e a sensibilidade das células em diferentes estados de diferenciação. Os cientistas encontraram também grandes quantidades de eQTLs estáticos, ou seja, que estavam ativos em todas as células, contudo, também foram identificados um número ainda maior de eQTLs dinâmicos, os quais têm a sua atividade dependente do tipo de célula em que se encontram. Os eQTLs dinâmicos foram analisados de forma minuciosa pelos pesquisadores, ficando claro, em muitas vezes, que a especificidade celular deles foi associada com mudanças na expressão do gene. As análises não evidenciaram que os genes alvo, foram regulados por diferentes eQTLs em células distintas. A partir desse resultado, os pesquisadores acreditam que em grande escala, as mudanças nas redes regulatórias funcionais são incomuns. Esses dados mostraram claramente que as variações no genoma não exercem sempre o mesmo efeito sobre a atividade dos genes, os quais são muito dependentes do tipo de célula na qual se encontram ativos. As informações reveladas por essa pesquisa indicam que nos próximos estudos genéticos deverão ser avaliados todos os diferentes tipos de células, para que se possa analisar as variações no genoma e como elas podem levar a uma mudança na atividade dos genes.
30/12/2009
Arlei Maturano - Equipe Biotec AHG |
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