 O processo de transferência de tecnologia e as interações entre universidade e indústria têm sido assuntos de extensa pesquisa. O aspecto mais polêmico da questão envolve a defesa da autonomia do meio acadêmcio e a demanda das empresas por pesquisa voltada para as necessidades imediatas da indústria nacional. A diferença de objetivos entre os dois setores exalta a habilidade de saber conduzir uma negociação entre ambas as partes. A mesma deve ser relativamente rápida e permitir uma definição plena e precisa dos possíveis impasses. Ainda que cada parceiro tenha a melhor das intenções, é sempre possível a ocorrência de inconsistências em algum lugar nos procedimentos internos. Se isso acontece, o fluxo adequado de trabalho exigido é ameaçado, além de tornar o contato mais inconsistente. Por isso, é essencial identificar o capital humano adequado e também definir a autoridade e o papel desse recurso no processo decisório. Qualquer negociação progride de forma mais suave, se o feedback for obtido a partir dos tomadores de decisão, especialmente se a retroinformação for razoavelmente rápida.
Desta forma, é essencial certificar se a equipe responsável está se comunicando de forma ágil e clara, entretanto, em muitas situações, essa tarefa pode parecer quase impossível, especialmente em grandes organizações que, geralmente, fazem uso de um grande conjunto de regras para assegurar a correta execução de todos os seus processos. Essas normas e modelos de trabalho são baseadas em anos de experiência, se destinam a fornecer orientação e proteção aos funcionários, pacientes e colaboradores, e são destinadas a facilitar o êxito da pesquisa, da inovação, das publicações e benefícios para o paciente, etc. O desafio consiste então em sincronizar essas normas com o fluxo rápido e eficiente necessário para a trajetória de negócios.
Empresas em particular, não têm o benefício de privilégios estáveis e cargos efetivos, em vez disso, elas enfrentam prazos reais e compromissos e, portanto, não podem esperar indefinidamente. É importante então conseguir perceber a dinâmica de ambas as partes negociadoras.
A verdade é que pode parecer quase impossível chegar a um acordo fechado, especialmente se um empreendimento, ou instituição, tem menos experiência em negociar do que seu parceiro em potencial. A boa notícia é que já está disponível um software para auxiliar nessa empreitada. O programa TurboNegotiator permite identificar as áreas com atributos em comum, além de conhecer outras que necessitam de um esforço maior de ambas as partes.
Negociar consiste em um conjunto de procedimentos onde determinadas habilidades são exigidas. O apoio de softwares pode fornecer uma riqueza de conhecimento para aqueles que não têm prática com acordos de pesquisa ou com as restrições comerciais e as necessidades de uma empresa. Mais importante, esses recursos são capazes de acelerar sistematicamente o processo, permitindo que os negociadores se concentrem em áreas de maior interesse.
Ciência é também sinônimo de bons negócios. Principalmente quando impulsionados por ações empresariais coletivas. Quando se trabalha em conjunto, as oportunidades são maiores, há um intercâmbio elevado de informações, o que amplia o acesso a mercados e dá maior respeitabilidade.
Embora não seja um substituto para a comunicação direta, o suporte computadorizado pode tornar o contato pessoal mais eficiente, isso pode ser particularmente útil, pois garante a coerência extremamente necessária para cada instituição ou empresa, além de criar uma plataforma neutra para as negociações.
13/11/2009
Ana Xavier Landuyt - Equipe Biotec AHG
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