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TI é importante para o agronegócio

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Considerado um dos setores de maior destaque na economia nacional, o agronegócio vem registrando crescimento nos últimos anos, com boas perspectivas para o futuro, apesar da crise econômica. Não restam dúvidas de que o setor ainda precisa explorar mais oportunidades para alcançar o máximo potencial de qualidade e produção no Brasil, como por exemplo, a aplicação de processos sustentáveis no uso de recursos naturais e o avanço dos conceitos de biossegurança. E para explorar cada vez mais as novas oportunidades, de maneira eficiente, as empresas recorrem à soluções tecnológicas capazes de otimizar e colocar em prática processos e ações que promovem o crescimento econômico.

Como a tecnologia ajuda o setor

Durante muito tempo, a tecnologia no ambiente agrícola foi marcada pela mecanização das lavouras. No entanto, hoje em dia a utilização de ferramentas de Tecnologia da Informação e Comunicação no setor agropecuário e agroindustrial fazem parte do cotidiano, e tornaram-se um combustível-chave para o sucesso das atividades ligadas à produtividade do campo.

Para compreender a importância disso, basta notarmos a criação de startups e centros de desenvolvimento que chegam no mercado para fomentar negócios, incentivando e melhorando as condições de trabalho para pesquisadores, produtores e empresas ligadas ao setor, embarcando novos processos e aplicações. Hoje a tecnologia é um item vital para promover a transferência de conhecimento entre os diversos elos da cadeia agrária e industrial. E esse é o grande benefício que podemos ter com essa inovação.

Transferir conhecimento: a melhoria global do processo produtivo

Apesar dos bons resultados do setor, a dificuldade em levar as inovações para o mundo real é um ponto importante na evolução do setor e representa sérios entraves para o fortalecimento do agronegócio e de outros ramos produtivos. Essa situação explica, por exemplo, a existência de uma enorme massa de pesquisa desenvolvida pelos centros acadêmicos e laboratoriais que, infelizmente, não se tornaram oportunidades de retorno à economia nacional.

E é essa lacuna que o desenvolvimento de sistemas gerenciais tenta resolver. Aliar a tecnologia como um elemento de apoio às exigências do dia a dia da pesquisa, cultivo, colheita e transporte – como parte de um processo conjunto e único –, significa mais assertividade e clareza para a comunicação e a tomada de decisões de cada fase de um projeto. Em outras palavras, a TI reforça as possibilidades de se integrar os dados entre todos os setores e etapas de uma pesquisa – da criação da ideia à aplicação e análise na produção –, tornando todo o processo da cadeia produtiva mais sustentável. 

A disponibilidade de dados representa ganhos reais a todos os participantes do processo. Como para um pequeno produtor, que pode se aproveitar das vantagens inseridas por um aplicativo que o ajude a entender melhor as formas de preparo do solo; ou para as companhias maiores, que por sua vez, aumentam a qualidade de seus produtos, por meio da introdução de ferramentas de alta tecnologia, como georreferenciamento por drone, maximizando a interação entre pesquisas e resultados práticos.

Bancos de Germoplasma: exemplo de avanço para a biotecnologia

A inclusão da TI não significa melhorias apenas às rotinas do campo e dos times de PD&I. Outras plataformas tecnológicas também são alavancadas com esse impulso de desenvolvimento. Entre elas, a biotecnologia, ampliando o leque de análises e descobertas para o surgimento de melhores compostos, ferramentas e matérias-primas para dezenas de outros segmentos.

Os efeitos diretos desse processo são, por exemplo, os ganhos que envolvem a criação de Bancos de Germoplasma. Estes centros exigem estruturas que favoreçam o fluxo de processos operacionais de maneira integrada com pesquisa científica e que deve ser realizada de forma efetiva, com o desenvolvimento de uma biblioteca de recursos genéticos ativa e acessível.

Com processos de análise e avaliação contínua, em sistemas complexos e densos, dispor de uma plataforma que facilite o gerenciamento de estoque ativo e cruzamento de dados tornaria mais simples a inovação e a bioprospecção para exploração comercial.

É nesse sentido que o desenvolvimento de um sistema confiável deixaria o trabalho de centros laboratoriais mais preparados para entregar real valor às produções, em processos de catalogação e utilização de pesquisas para encontrar novos produtos oriundos de recursos biológicos, entre outros.

Seja no laboratório, universidade, empresa, fazenda ou pequeno produtor, a inclusão de ferramentas tecnológicas planejadas para o agronegócio valorizará as chances de sucesso para toda a escala. Mais comunicação, eficiência, clareza e orientação em cada passo. E é esse desenvolvimento que, em breve, poderá revolucionar ainda mais a capacidade de todo o ambiente produtivo no Brasil.

 

*Regis Gabineski, CEO da Oplen, empresa especializada no desenvolvimento de softwares corporativos e integração de soluções em TI e Paula Martins, Professora Doutora do Instituto Federal Goiano e da rede Arco-Norte.

 
15/02/2017
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