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Biotecnologia na produção de alimentos

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Entre 29 e 31 de outubro, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), ligado à Universidade de Campinas (Unicamp), realizou os seguintes eventos: “Seminário sobre inovações tecnológicas na cadeia produtiva do tomate: geoprocessamento e agricultura de precisão” e “Seminário sobre Biotecnologia na produção de alimentos”. O primeiro teve como objetivo divulgar as tecnologias empregadas nas diferentes etapas da cadeia produtiva do tomate. Já o segundo procurou mostrar o uso da biotecnologia tanto nos alimentos de origem vegetal quanto nos de origem animal.

O geoprocessamento e a agricultura de precisão são ferramentas tecnológicas importantes tanto no setor agrícola quanto no de alimentos. Juntas, elas auxiliam os agricultores a obterem informações sobre as regiões produtoras e a identificarem os fatores causadores da variabilidade produtiva. É possível saber, através do processamento de imagens, qual a melhor cultura para cada região, baseando-se em características de clima e de solo.

Durante o evento, foram destacados temas relacionados à cadeia produtiva dos dois tipos de tomates existentes no mercado, o de mesa e o industrial. Evindenciou-se a importância de manter a qualidade do produto obtido, através da implementação e da utilização de boas práticas agrícolas. O uso de programas de controle de riscos (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle, APPCC) e a importância de utilizar embalagens adequadas para o transporte também mereceram destaque. 

Um dos representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Carlos Alexandre Gomes, apresentou dados sobre a presença residual de agrotóxicos no tomate comercializado em diferentes regiões do país. Além disso, ele comentou como funciona o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), esclarecendo como se dá o monitoramento no Brasil. A apresentação desses dados foi importante, pois esclareceu, ao público, como está o nível de contaminação dos alimentos que chegam à população.


Uso da tecnologia em busca de qualidade

No seminário sobre biotecnologia, foram debatidos temas que abrangeram desde o histórico do setor na produção de alimentos, o seu panorama mundial e brasileiro, até o uso de transgênicos na alimentação. A utilização dessa tecnologia tanto nos alimentos de origem vegetal quanto nos de origem animal foi assunto recorrente.

A diferenciação entre produtos convencionais e transgênicos pode ser feita a partir de algumas técnicas. Foram citadas, durante o seminário, as que se baseiam na observação fenotípica ou na detecção de proteínas ou de DNA. No caso da detecção de uma proteína específica, dois métodos são utilizados: o imunocromatográfico e o Elisa. Para a detecção do DNA do transgene, utiliza-se o PCR e o PCR em tempo real.

Em busca de uma alimentação saudável, a ciência desenvolve técnicas que auxiliam o produtor e a indústria a produzirem mais e com maior qualidade nutricional. É através deste contexto que se insere a biofortificação, técnica que permite a viabilização de produtos de origem vegetal e animal com melhor valor nutritivo. Esta é uma das ferramentas que a biotecnologia dispõe para aumentar a qualidade dos alimentos e que mereceu destaque no seminário.

Ao mesmo tempo, há um aumento na produção das indústrias e, conseqüentemente, o crescimento da quantidade de resíduos, que muitas vezes não são utilizados. Parte desse material é vendida para indústrias estrangeiras, que a transformam em produtos de alto valor agregado. Em vista disso, foram apresentadas pesquisas, que visam à utilização desse residual. A seleção de linhagens celulolíticas e lignolíticas de fungos de bactérias e de leveduras e o desenvolvimento de um equipamento hidrolisador de resíduos vegetais em escala piloto são alguns exemplos.

O Ital pesquisa e desenvolve diferentes tipos de produtos, através da biotecnologia. Dentre as suas atuais linhas de pesquisa, destacam-se a prospecção de bactérias lácticas e probióticas de interesse industrial e a produção de conservantes naturais e de ingredientes para produtos funcionais.

O desenvolvimento de produtos a partir de técnicas de manipulação genética, base da biotecnologia, possui uma legislação específica, descrita na Lei de Biossegurança. Os principais aspectos desse regulamento, a sua abrangência e as ações da Anvisa foram os destaques da palestra de um dos representantes da Agência, Lucas Medeiros Dantas.
 
 
06/11/2008
Arlei Maturano - Equipe Biotec AHG
 

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